E se Elon Musk tivesse nascido em Barretos?
O Diário - 11 de fevereiro de 2026
Márcio Alex dos Santos - CTO e Founder - Nexar Systems
Compartilhar
Se Elon Musk tivesse nascido em Barretos, seria um gênio. Mas não apenas isso. Seria um gênio com um ingrediente secreto — daqueles que não aparecem em diploma, não cabem em planilhas e não se aprendem em pitch. Uma coragem silenciosa, moldada cedo, na rotina firme do interior, onde o dia começa antes do sol e termina quando a responsabilidade permite.
O interior ensina algo que nenhuma universidade ensina: talento sozinho não sustenta ninguém. Em Barretos, aprende-se rápido que errar custa caro, insistir cansa, mas desistir custa mais. Inovação ali não é espetáculo nem ruptura vazia. É solução prática. É melhorar o que existe, respeitando o tempo das coisas, da terra e das pessoas.
Seu olhar para o futuro nasceria do céu aberto, largo o suficiente para comportar perguntas grandes. Mas os pés estariam sempre no chão. Liderança, ali, não é cargo nem palco: é puxar junto, dividir risco, voltar no dia seguinte mesmo quando tudo deu errado. É entender que ninguém chega longe sozinho.
O interior não diminui ninguém. Ele exige mais. Mais resiliência, mais criatividade, mais humanidade. Quem cresce ali aprende a sonhar alto sem romper o vínculo com quem está ao redor. Um Elon Musk barretense não falaria apenas em conquistar novos planetas, mas em construir caminhos que façam sentido para quem fica.
No fim, a grande diferença não estaria nos foguetes nem nos números. Estaria no coração. Porque quem nasce no interior aprende cedo uma verdade simples e poderosa: o futuro só vale a pena se continuar cabendo dentro do humano.



