Entidade repudia restrição da União Europeia a carnes e mel brasileiros
Sandra Moreno - 13 de junho de 2026
MANIFESTO: Tirso é presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de SP
Compartilhar
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) divulgou uma nota de repúdio à decisão da União Europeia de restringir a importação de carnes, mel e subprodutos de origem animal produzidos no Brasil. A entidade considera a medida discriminatória e afirma que ela cria barreiras comerciais sem justificativa técnica.
Na manifestação, o presidente da FAESP, Tirso Meirelles, afirma que "É um profundo desrespeito que, após 25 longos anos de negociações entre a União Europeia e o Mercosul, com tudo acertado e alinhado entre as partes, o bloco europeu decida mudar as regras do jogo de forma casuística. Começam agora a surgir salvaguardas descabidas e arbitrárias, que não possuem qualquer lastro ou respaldo técnico e científico. Trata-se de uma manobra burocrática para criar travas artificiais ao comércio internacional."
Em outro trecho da nota, Tirso Meirelles cobra uma postura mais firme do governo brasileiro diante da decisão. "Diante desta grave agressão comercial e reputacional, cobramos do governo federal brasileiro pulso mais firme em sua diplomacia comercial. O Brasil, consolidado historicamente como um dos maiores produtores e exportadores de carne do mundo, não pode aceitar passivamente ser alvo de retaliações geopolíticas infundadas. O setor produtivo precisa urgentemente de segurança jurídica e respeito às regras e políticas claras de defesa comercial."
A FAESP também defende uma atuação conjunta dos países do Mercosul para responder às novas exigências impostas pelo bloco europeu.
CASO
Carnes, tripas, pescado, mel e outros produtos de origem animal produzidos no Brasil deixarão de ser importados pelos 27 países da União Europeia a partir de 3 de setembro. Segundo a Comissão Europeia, a medida não significa que os produtos brasileiros estejam contaminados, mas que o Brasil ainda não apresentou garantias suficientes de que toda a cadeia produtiva atende às exigências europeias relacionadas ao uso de medicamentos antimicrobianos em animais.
GOVERNO
Em nota oficial, o Governo Federal informou que "tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu".



