Estelionatários aplicam golpe e dão prejuízo de mais de R$ 50 mil
luis.nascimento - 8 de agosto de 2026
Vítima acreditando acabou realizando três transferencias via Pix
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Uma mulher informou que possui contas em quatro bancos e que, no ano de 2018, através de sua advogada, impetrou uma ação judicial contra uma faculdade.
Por volta das 16 horas de sexta-feira (8), recebeu um contato em seu WhatsApp de uma pessoa desconhecida, a qual, utilizando o nome e o perfil de sua advogada, informou que ela teria ganhado a causa no valor de R$ 12.701,94.
A mulher acreditou porque a autora, além de utilizar a foto de perfil, também apresentou um documento judicial com nome, CPF e nº do processo.
Diante disso, resolveu ouvir as informações da suposta advogada, a qual informou que a vítima iria ter uma audiência por videoconferência com um promotor de Justiça, para obter mais informações sobre o recebimento da ação.
Logo após, ela recebeu o contato de uma pessoa que se identificou como promotor de Justiça, com perfil de um homem trajando terno, o qual ratificou as informações ditas pela suposta advogada, ratificando também a indenização a receber no valor de R$ 12.701,94.
Ele também enviou documento judicial sobre o processo e solicitou que ela realizasse algumas transferências via Pix, que, segundo o desconhecido, seriam para proteção na conta e o valor seria devolvido logo em seguida.
A mulher foi orientada pelo suposto promotor e efetuou dois Pix de sua conta, um no valor de R$ 14.000,00 e outro no valor de R$ 6.000,00, para a conta indicada pelo desconhecido.
Em seguida, foi novamente orientada pelo suposto promotor e efetuou outro Pix no valor de R$ 4.000,00, desta vez de sua conta Nubank para sua outra conta do Banco Brasil Card, valor este que, logo em seguida, foi transferido sem o consentimento da vítima.
Durante o contato com o suposto promotor, o esposo da vítima chegou e, ao tomar conhecimento dos fatos, a alertou de que estava sendo enganada.
Ela então desconectou do autor e, em seguida, efetuou contato com seus bancos para contestar os pagamentos.
Durante a elaboração da ocorrência, foi verificado que os criminosos realizaram, na conta dela no Nubank, um empréstimo de R$ 17.999,00, que resultou em uma dívida final de R$ 42.000,00.
Também foi realizado um empréstimo na conta do Mercado Pago, de R$ 6.870,00, uma transferência por Pix no valor de R$ 2.089,80 e outras duas tentativas de transferências nos valores de R$ 999,00 e R$ 7.319,00, que foram bloqueadas.
Informa a vítima que efetuou contato com sua advogada, reportando os fatos, a qual confirmou que o processo é da vítima e que já havia transitado em julgado no ano de 2019.
O caso será encaminhado para investigação na Central de Polícia Judiciária.