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Familiares e amigos de vítima de acidente realizam protesto em Barretos

luis.nascimento - 26 de setembro de 2026

Familiares e amigos de vítima de acidente realizam protesto em Barretos (Foto: O Diário de Barretos)

Manifestação ocorreu no final da tarde de sexta-feira (25), familiares e amigos da vítima

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Os familiares e os amigos de Victor Hugo Pedra da Silva, 21, realizaram por volta das 17h30 de sexta – feira (25), um protesto em frente à Delegacia Seccional de Polícia em Barretos, pedindo Justiça.  

O jovem teve a morte constatada na quinta – feira 24), na Santa Casa em Barretos, onde estava internado desde a noite do dia 13 desse mês, após ele e sua namorada de 17 anos, serem vítimas de um acidente na alça de acesso da vicinal Luís Carlos Arutin com a rodovia Brigadeiro Faria Lima.

O casal estava numa moto Honda 160 Titan, conduzida por Victor no sentido Barretos – Colina, quando foram atingidos na traseira por um veículo Audi A4 de Ribeirão Preto, conduzido por um homem de 55 anos, o qual tinha como passageira uma mulher da mesma idade.

  A passageira, inclusive num primeiro momento chegou a se apresentar como sendo a condutora do carro, alegando que a moto estava transitando com os faróis apagados, porém, depois após ver gravidade das vítimas na Santa Casa, acabou confessando que estava mentindo, para proteger o verdadeiro condutor.

O caso a principio registrado como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, no Plantão Policial, e encaminhado para investigação na Central de Polícia Judiciária.

Com a confirmação da morte, a família do jovem teria tomado a decisão de autorizar a doação de órgãos.

O corpo de Victor Hugo foi sepultado por volta das 17 horas de sexta-feira (25), no Memorial Parque Jardim das Oliveiras.

Logo após o sepultamento, mais de 200 pessoas, usando camisetas com a foto do jovem, segurando cartazes e bexigas brancas, se reuniram em frente a Seccional pedindo Justiça.

“Primeiro que a gente quer Justiça, quer verdade, meu primo era um jovem de 21 anos, tinha uma vida toda pela frente, fazia faculdade, era menino ativo e a gente está sem entender ainda o caso. Teve omissão dos fatos, falaram uma versão, depois voltaram e falaram outra. E enquanto a gente acabou de enterrar um jovem cheio de vida de 21 anos, os culpados estão ilesos vivendo normalmente. Enquanto uma mãe vai voltar para casa sem o filho, enquanto eu prima, não vou ter mais meu primo, enquanto os amigos dele que estão aqui não vão ver mais ele. A gente não quer vingança, a gente quer Justiça. A gente quer de fato, que os fatos sejam esclarecidos, sejam transparente com a gente, e que os responsáveis sejam responsabilizados por seus atos. Estamos achando um absurdo, porque, até onde a gente sabe, eles foram para o hospital, chegaram lá viram a gravidade das vítimas e se evadiram do local. Porque os policiais não trouxeram eles para a delegacia? Isso é homicídio e tentativa de homicídio, porque o meu primo a gente acabou de enterrar e a Kemilly, está lá lutando pela vida em estado gravíssimo”, disse Pamela Moraes.

Marivania Borges, é mãe da adolescente, residente em Colina, que estava como passageira na moto. Ela contou que a filha está internada em estado grave na Santa Casa.

“Esse é um ato de justiça, pelo o que aconteceu com o Victor e com a minha filha. Hoje nós acabamos de enterrar o Victor e a minha filha está em estado grave na Santa Casa, entubada sem data para sair. Eu tenho que ir em Colina todo dia, ver minha outra filha que mora lá. E até agora a gente não tem nenhuma resposta, porque ele fala uma versão e ela fala outra, e o que gente quer é Justiça. Eu queria que esse caso fosse esclarecido o mais rápido possível, para que o que aconteceu com os nossos filhos não aconteça com outros. Porque se a gente deixar passar, vai ser só mais um o Victor e a Kemilly, e eu não acho isso justo”, ressaltou.

Sandra Mara Moraes, avó de Victor Hugo, falou da importância da manifestação e também clamou por Justiça. 

"Nós estamos aqui em nome deles, muito revoltados, toda a nossa família, amigos e todos, porque não é justo, eles entrarem na delegacia pela porta da frente e saírem pela porta da frente. Porque quando se rouba um celular vai preso. Se você rouba uma galinha se vai preso. Aí você tira duas vidas, você entra na delegacia e sai da delegacia como nada aconteceu. Não é justo, então nós queremos Justiça. Muita Justiça, ninguém quer dinheiro, nós queremos Justiça”, concluiu.

Segundo informações foi instaurado um inquérito policial na CPJ (Central de Polícia Judiciária) para investigar as causas do acidente e o caso segue em apuração.

Com a morte de Victor Hugo o caso de passar a ser investigado como homicídio culposo na direção de veículo automotor.