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Feminicídio: quando só a cadeia não resolve

O Diário - 1 de fevereiro de 2026

Feminicídio: quando só a cadeia não resolve

Sandra Campos é ativista pela vida com o projeto “NÃO TE JULGO, TE AJUDO!” - Instagram: @sandracamposaaa

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O Feminicídio no Brasil é assustador. Um crime que leva ao calvário o sofrimento de mulheres e famílias, não importa a classe social. E  infelizmente, São Paulo lidera esse ranking.

O que está por trás de todos esses crimes, além da pura crueldade? A certeza da impunidade, apesar da Lei Maria da Penha, Lei do Feminicídio e Medidas Protetivas. 

Homens com masculinidade excessiva, adoecidos mentalmente, intolerantes à frustração e à rejeição, que acreditam dispor da vida das mulheres como se fossem escravas. Forjados longe do carinho, afeto e diálogo.

Temos buscado ações no combate à violência, em defesa da vida e da família. Num desses encontros, uma jovem narrou que era espancada pelo esposo que ainda tirava fotos dela ferida, as transformava em figurinhas e enviava para ela pelo WhatsApp. Ela me disse:

“Me sinto impotente, vazia, sem forças. Me sinto um lixo.”

É preciso não ter medo de denunciar! A sociedade precisa ter voz para que as mulheres e seus filhos não continuem reféns desses marginais. São necessárias políticas públicas, campanhas de prevenção, de combate ao crime e apoio às vulneráveis. E que os homens de “bem” mostrem a importância da proteção e do cuidado com a família. 

O primeiro passo: Prisão Perpétua!

A sensação de impunidade é vexatória. Digo isso tudo porque vivi na própria pele. Fui vítima de violência por 25 anos.  Quantas noites dormi chorando, achando que nunca encontraria uma saída. Um dia tomei coragem e pedi o divórcio. Ganhei paz. Hoje sou feliz!

Sandra Campos é ativista pela vida com o projeto “NÃO TE JULGO, TE AJUDO!” - Instagram: @sandracamposaaa