Gerir na era da complexidade – Entre escolhas e decisões
O Diário - 28 de maio de 2026
Aparecido Cipriano – Especialista em Gestão Pública Municipal (UFSJ)
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Na contemporaneidade, marcada pela expansão da linguagem hipertextual, os limites tradicionais do conhecimento e da comunicação tornaram-se mais flexíveis. Nesse cenário dinâmico, em que as informações se conectam de forma quase infinita, gerir deixou de ser apenas uma função técnica e passou a exigir uma visão estratégica e adaptável. Para isso é importante ter a clara resposta das seguintes questões:
O que quero fazer?
Com quem posso contar? Quais as competências são necessárias?
Se posso decidir, por que temer?
Para gerir com eficiência, é fundamental, antes de tudo, conhecer claramente aquilo que se deseja alcançar. Em um contexto de múltiplas possibilidades, a ausência de objetivos bem definidos pode levar à dispersão e à perda de foco. Assim, o planejamento torna-se uma ferramenta indispensável, pois permite traçar caminhos e estabelecer metas mesmo em um ambiente de constantes mudanças.
Além disso, a escolha das pessoas corretas para compor uma equipe é um fator decisivo para o sucesso da gestão. Em um mundo interconectado, no qual diferentes habilidades se complementam, contar com indivíduos preparados e alinhados aos objetivos propostos potencializa os resultados e favorece a inovação.
Por fim, destaca-se a importância da coragem para decidir. Diante de inúmeras opções e caminhos possíveis, o gestor precisa assumir riscos calculados e agir com firmeza. A tomada de decisão, nesse contexto, não é apenas uma escolha, mas um posicionamento diante da complexidade do mundo atual.
Dessa forma, gerir, hoje, implica compreender a amplitude das possibilidades contemporâneas e, ao mesmo tempo, saber direcioná-las com clareza, estratégia e determinação.




