Gravidez e álcool não combinam
O Diário - 13 de novembro de 2025
Camila Musa Honorato, estudante do 4º período do curso de Medicina da FACISB, orientada pelo prof. Lucas Tadeu Bidinotto
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A Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) é uma doença sem cura e de difícil diagnóstico, causada pela exposição do feto ao álcool durante a gestação. No Brasil, aproximadamente 15% das gestantes consomem bebidas alcóolicas durante a gravidez. Um estudo realizado na periferia de São Paulo identificou que 38 a cada 1.000 nascidos vivos apresentavam algum transtorno relacionado ao uso de álcool. A SAF é uma condição capaz de causar diversas alterações físicas, como deformidades na face, dedos e articulações, crescimento lento, além de problemas de visão, audição e alterações no desenvolvimento cerebral, que contribuem para problemas de atenção, dificuldade no aprendizado, falta de coordenação motora e equilíbrio. Essas crianças podem enfrentar diversos preconceitos sociais, problemas nos relacionamentos e impulsividade decorrentes desses sintomas, que afetam sua vida desde a infância até a fase adulta.
Muitos mitos cercam o consumo de bebida alcóolica por gestantes, acredita-se que pequenas doses ou bebidas de baixo teor alcoólico não fariam mal. No entanto, não existe dose segura, até mesmo bebidas “zero álcool” podem oferecer risco ao feto. Durante a gestação, o organismo do bebê é extremamente vulnerável, fase em que ele está especialmente sensível a problemas de desenvolvimento. Diante isso, é imprescindível que para um crescimento saudável o uso de álcool seja totalmente evitado pela mãe.
Para ajudar nessa causa, não ofereça bebidas alcoólicas a gestantes e oriente as pessoas a não oferecerem. Informe os riscos a familiares e conhecidos e, sempre que possível, evite consumir álcool no convívio com elas. A SAF não tem cura, e a única forma de prevenção é a abstinência. São apenas alguns meses que fazem diferença para toda a vida, por isso a gravidez zero álcool é a melhor opção!
Caso tenha havido o consumo, é de extrema importância informar a um profissional de saúde, a fim de garantir segurança e um possível diagnóstico precoce. Embora seja uma condição sem cura, o tratamento e acompanhamento adequados podem amenizar os sintomas e contribuir para que a criança tenha um desenvolvimento mais saudável e feliz.




