INSS segue sem rampa elevatória e sem resposta sobre solução
Sandra Moreno - 18 de março de 2026
INOPERANTE: População continua enfrentando dificuldade de acesso
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Após uma semana de denúncias publicadas sobre a falta de acessibilidade na agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o problema permanece sem solução e sem esclarecimentos oficiais. O equipamento de rampa elevatória segue inoperante e, até o momento, o órgão não informou como está o processo para reparo ou substituição.
A reclamação inicial foi encaminhada no dia 11 de março. Na ocasião, a assessoria de imprensa do INSS em São Paulo informou, por telefone, que aguardava retorno da equipe de contratos para atualização das informações. No entanto, até a manhã de quarta-feira (18), nenhuma posição foi oficialmente divulgada à reportagem.
No local, situado na avenida 17, região central da cidade, a realidade segue a mesma. Usuários continuam enfrentando dificuldades para acessar o atendimento, especialmente aqueles com mobilidade reduzida. Sem a rampa elevatória em funcionamento, o acesso ao prédio depende de escadas ou de atendimentos improvisados.
Foi o caso de Marta Aparecida Tuissi Vieira, de 62 anos, moradora de Guaíra, que aguardava sentada a margem da calçada, ao lado do elevador desativado, por uma definição sobre sua perícia médica. Segundo a família, o benefício foi bloqueado e ela precisa passar por avaliação para voltar a receber. Com problemas de saúde como hérnia de disco, artrose, insuficiência renal, diabetes e pressão alta, a situação se torna ainda mais delicada.
A filha, Camila Naiara Vieira, relatou a dificuldade enfrentada pela mãe, que aguardava a possibilidade de o médico descer até a entrada da agência para realizar o atendimento, diante da impossibilidade de subir até o setor responsável.
Enquanto isso, a ausência de acessibilidade adequada segue afetando diretamente a população, que depende dos serviços da unidade regional, responsável por atender moradores de diversas cidades.
Instalada em 2001, a rampa elevatória vinha apresentando problemas no decorrer dos anos, e em março de 2025 deixou de funcionar definitivamente.



