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Justiça mantém prisão de “flanelinha” acusado de tentar extorquir e ameaçar policial

luis.nascimento - 13 de março de 2026

Justiça mantém prisão de “flanelinha” acusado de tentar extorquir e ameaçar policial (Foto: O Diário de Barretos)

Sujeito sendo detido pela PM após agressão no dia 6 de janeiro na Praça Francisco Barreto

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Antes da prisão em flagrante, sujeito havia se envolvido em outras quatro ocorrências

A Justiça, durante a audiência de custódia, manteve a prisão de um sujeito de 47 anos, “morador de rua”, acusado de tentar extorquir e ameaçar um policial civil em Barretos.

O denunciado, que estaria atuando como “flanelinha”, foi detido na quarta-feira (11), após abordar o policial civil na avenida 29, próximo à rua 28, na área central.

Ele teria passado a exigir dinheiro e, diante da recusa, feito ameaças de agressão.

O indivíduo, ao perceber que a vítima era policial, iniciou fuga. Porém, acabou sendo encontrado e detido por uma equipe da Polícia Militar em uma residência abandonada nas imediações.

Ele foi apresentado no Plantão Policial, autuado em flagrante pelo crime de extorsão.

O delegado Marcelo Gambi Alves representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva.

O sujeito foi encaminhado para a cadeia de Colina e, no dia seguinte, durante a audiência de custódia, teve a prisão mantida pela Justiça.

OCORRÊNCIAS ANTERIORES

É importante ressaltar que, antes da prisão por extorsão, o “flanelinha” havia se envolvido em outras quatro ocorrências registradas no Plantão Policial em Barretos, sendo três delas de lesão corporal e outra de desacato.

No dia 26 de novembro do ano passado, por volta das 15h40, na Praça Francisco Barreto, ele agrediu outro morador de rua, causando lesões na face.

A vítima precisou ser socorrida pelo SAMU.

O autor foi detido pela PM e apresentado no Plantão Policial, alegando que a vítima o havia agredido com uma pedrada.

A segunda ocorrência foi no dia 13 de dezembro, por volta das 15 horas, também na Praça Francisco Barreto.

Ele, durante uma briga com um casal também em situação de rua, acabou sendo atingido por um golpe de faca e foi socorrido por uma equipe do SAMU.

Estava embriagado e não teve condições de dizer quem seria o autor da facada.

O casal chegou a ser apresentado no Plantão Policial, porém o homem e a mulher negaram a autoria da agressão.

Foram qualificados como investigados e liberados.

No dia 6 de janeiro deste ano, por volta das 15h12, ele voltou a se envolver em ocorrência de lesão corporal, novamente na Praça Francisco Barreto.

Brigou com um casal de moradores de rua e desferiu uma facada contra um sujeito de 33 anos.

A vítima, com ferimento na barriga, foi socorrida pelo SAMU.

O “flanelinha” acabou detido pela Polícia Militar e alegou que a vítima o teria agredido com uma paulada na cabeça. Ele foi apresentado no Plantão Policial e, após o registro da ocorrência de lesão corporal, acabou liberado.

Na tarde do dia 9 do mês passado, ele foi detido pela equipe da Ronda Municipal, desta vez pelo crime de desacato, na Praça São Benedito.

Os agentes disseram que foram acionados no Terminal Rodoviário, na rua 30, entre as avenidas 39 e 37, onde alguns indivíduos estariam causando algazarra e perturbação.

Com a chegada da equipe, os suspeitos se dispersaram e foram para a Praça São Benedito.

O “flanelinha”, ao perceber que estavam sendo observados, passou a desacatar e avançou contra os agentes, que tiveram de usar gás “pimenta” para contê-lo e apresentá-lo no Plantão Policial para o registro da ocorrência.

POLÍCIA

O capitão Frank Fernando Andrade, comandante da 1ª Cia da Polícia Militar, durante entrevista na quarta-feira (11), no Jornal da Manhã, na rádio O Diário Independente, também abordou a questão dos problemas causados por moradores de rua em Barretos.

O comandante informou que, em relação à presença dessas pessoas em situação de rua na região do Terminal Rodoviário e entorno da Catedral, na Praça Francisco Barreto, a Polícia Militar já realiza um trabalho relativo à questão criminal.

“Esse é um público que necessita de atenção dos serviços municipais de Assistência Social. O trabalho agora é ocupar o espaço e atuar com as atividades de assistência social para sanar esses problemas”, explicou.