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Lições práticas das urnas barretenses

O Diário - 11 de outubro de 2026

Lições práticas das urnas barretenses

Lições práticas das urnas barretenses

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As urnas barretenses no pleito de 4 de outubro confirmaram o peso do agronegócio influenciando os resultados. Os dados mostram que Barretos exportou US$ 175,2 milhões em carne congelada, 27,4 milhões em carne refrigerada e 21,3 milhões bovinos vivos. As vendas de 2026 de plásticos e borracha atingiram 6,3 milhões e as vendas de mel natural totalizaram US$ 3,1 milhões. Colina exportou US$ 161,9 milhões do complexo soja, Bebedouro US$ 146,3 milhões em suco de frutas e Guiara vendeu ao exterior US$ 191,9 milhões de açúcar de cana. O agronegócio é forte. O sistema produtivo agropecuário gera impacto nos resultados de maneira clara e direta, especialmente na disputa dos cargos majoritários para presidência, governador e senador.

Quando se trata da eleição proporcional, envolvendo o legislativo, a leitura é diferente e o cenário indica mais o comportamento partidário e político. As candidaturas praticamente excluem as concepções do eleitor dentro das regras vigentes, que não contemplam o “voto distrital”, e os efeitos efetivos e afetivos do agronegócio.

As urnas para o legislativo retratam a tendência estadual e impendem os projetos políticos isolados dos candidatos, não acumulando votos necessários para cadeira em São Paulo ou Brasília. Mas nenhum candidato em 2026 trabalhou com a perspectiva de vitória, de vaga parlamentar ou de representatividade regional. São sonhos e desejos pessoais, não de um projeto político geral.

Barretos na votação para a assembleia legislativa tem a observar 5.071 votos em branco, 2.345 votos nulos, 5.638 votos para Eduarda Campopiano, 6.574 votos para Paula Lemos, 4.408 para Mussa Calil Neto e 1.153 para Camila Godoi.

Afinal, as urnas 2026 têm algo a ensinar para quem quer aprender sobre bem comum.