Mãe: luz que não se apaga!
O Diário - 9 de maio de 2026
Rosa Carneiro é empresária, escritora e integrante da Academia Barretense de Cultura
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“Porque Deus permite que as mães se vão embora. Mãe não tem limite, é tempo sem hora. Luz que não se apaga...” Estes imortais versos do mestre da poesia Carlos Drummond de Andrade, nos apresentam a importância da mãe no seio da família. Mãe é tempo sem hora, mãe é brisa, é ternura, é aconchego, é luz, é tudo. Sim, mãe é tudo e para sempre!
Mãe devia ser eterna? Mãe devia ser humanamente eterna? Sim! E assim ela estaria entre nós por tempo ilimitado, com seu sorriso, seu olhar amoroso, suas mãos quentes muitas vezes calejadas a nos acariciar, seu avental sujo de ovo (como diz o verso da música “Mamãe”, de David Nasser e Herivelto Martins interpretada pela saudosa Ângela Maria), sempre pronta para receber um coração magoado, uma dor desconhecida de coração ferido, um aconchego quando o sono não vem, lágrimas sem justificativa, um abandono de alguém ...
Mas isto é um sonho impossível! Mãe tem seu tempo e um dia se vai, sem que a gente espere, sem que a gente entenda. Vai, segue seu caminho para ser uma estrelinha na imensidão dos Céus.
E nós como ficamos? Perdidos, engolidos pela dor da saudade, sem rumo, sem direção, sem chão. Nada mais será igual. O mundo não é o mesmo. Um abismo está à nossa volta, a nossos pés.
O tempo passa, a dor embaça, mas a saudade fica para sempre. A saudade fica na lembrança das coisas vividas, no sorriso das coisas que deixamos passar, naquilo que temos vontade de encontrar, mas não sabemos onde.
Nada fará mudar está realidade. Fica somente a certeza de que para sempre, mais uma rainha enfeita o Céu.




