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Médico infectologista alerta para dengue tipo 3 e reforça cuidados

Adelaide Lavanini - 14 de janeiro de 2024

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Vírus está identificado em Rio Preto e em regiões do Estado de São Paulo

https://youtu.be/2R2FsF0pLBM

O infectologista Guilherme Freire alerta para a dengue tipo 3 que circula em várias regiões próximas. Em Barretos, a última identificação foi registrada em 2007, fato que potencializa o risco da doença chegar com agravantes. “Muitas pessoas não têm imunidade para esse tipo da dengue porque não tiveram contato, por isso a importância da prevenção para evitar ambiente vulnerável à proliferação desse vírus”, disse.


O médico ressaltou que Barretos é uma cidade com grande trânsito de pessoas, vindas de várias regiões do Estado e do país. “A chance de alguém trazer esse vírus é grande, mesmo de forma involuntária”, comentou.  Em Rio Preto, uma mulher de 57 anos foi diagnosticada com a dengue tipo 3. “Não detectamos que esse vírus está circulando em Barretos, mas moramos em um país tropical com incidência de doenças causadas por vetores como o mosquito Aedes”, acrescentou.

Monitoramento

O dr. Guilherme explicou que tanto a dengue quanto zika-vírus e chikungunya são arboviroses monitoradas pelo sistema de saúde. No primeiro semestre de 2023, a cidade registrou muitos casos de chikungunya, mas houve controle da doença no segundo semestre. “Hoje está controlado, mas continuamos verificando para combater de forma efetiva através dos serviços instituídos pela secretaria de saúde, controle de vetores, atenção básica e apoio da população”, comentou. Todos os serviços são interligados com a vigilância epidemiológica. “Somos notificados a partir dos casos suspeitos, disparamos a busca ativa onde essa pessoa convive para tentar barrar a cadeia de transmissão”, observou.

Automedicação

O médico também alerta para os riscos da automedicação que pode agravar as doenças. “Quem tiver febre súbita, dor no corpo e cabeça, fraqueza, dor nas articulações, náusea ou dor de barriga deve procurar um serviço de saúde para orientações”, disse. “É preciso avaliar o contexto, fazer exames específicos e orientar o paciente para evitar complicações”, acrescentou. O infectologista informou que a vacina da dengue, anunciada pelo Ministério da Saúde, ainda não está disponível. “Não temos um protocolo, grupos prioritários e nem como a vacina será distribuída, por isso aguardamos as definições do Ministério da Saúde”, ponderou.

Prevenção

Para o dr Guilherme, a prevenção é o método mais eficaz para combate ao mosquito transmissor das doenças. “A cooperação mútua entre poder público e a população é essencial”, opinou. De acordo com o médico, as orientações são as de praxe: limpar quintal, evitar acúmulo de água em recipientes, higienização adequada e controle de mato. Outra recomendação é permitir o trabalho dos agentes de vetores. “Autorize sempre os funcionários identificados entrarem nas residências, é fundamental essa parceria do gestor com a população”, finalizou.