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Menos é mais: o equilíbrio nos procedimentos estéticos

O Diário - 17 de julho de 2026

Menos é mais: o equilíbrio nos procedimentos estéticos

Beatriz Figueira da Costa Casseb, aluna do 5° Período da FACISB, orientada pelo professor Bruno Augusto Alvares

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A era dos rostos padronizados e transformações radicais está dando lugar a um conceito mais saudável: a valorização da identidade. Médicos dermatologistas e pacientes percebem que, na estética, o “menos” frequentemente entrega resultados mais elegantes e seguros. O foco atual da medicina não é paralisar expressões, mas gerenciar o envelhecimento. Procedimentos como bioestimuladores de colágeno – que estimulam a própria pele a recuperar a firmeza – e microdoses de toxina botulínica – que promovem mudanças menos radicais na expressão – buscam tratar a qualidade da pele sem alterar a anatomia. O objetivo é que o paciente pareça “descansado”, e não “operado” ou completamente diferente. O uso exagerado de preenchimentos pode levar à perda das características únicas que tornam cada rosto especial, como é possível visualizar todos os dias nas redes sociais, com inúmeras celebridades, que buscam agora os médicos dermatologistas para a retirada das aplicações anteriores,com o objetivo de realizá-las novamente de forma harmônica e priorizando a naturalidade. Além disso, intervenções sutis reduzem drasticamente riscos de  complicações e o aspecto artificial que muitas vezes gera arrependimento no futuro. A verdadeira beleza reside na harmonia entre técnica, indicação correta e respeito às linhas naturais de cada um. Quando o procedimento preserva a individualidade, o impacto na autoestima é mais profundo e duradouro. Afinal, a função da estética na Dermatologia é realçar a melhor versão de cada um, preservando sempre a história que cada rosto conta. Em um cenário dominado por filtros digitais, a preservação do real e do harmônico torna-se um luxo.