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Minha Barretos 

O Diário - 29 de agosto de 2026

Minha Barretos 

Cláudia Lima é cirurgiã-dentista 

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Na minha terra tem muita gente boa, gente simples, gente humilde. Dessa gente um tanto prosperou a única fábrica da época, o frigorífico. Eu estudei lá no Fábio Junqueira Franco em 1978. Meu pai era professor e eu estava entrando na primeira série. Chovesse ou fizesse sol, eu entrava pela entrada dos alunos. Meu pai jamais admitia o que hoje conhecemos como privilégios e na fase adulta, nepotismo. Eu era só uma aluna. Foi a melhor escola da minha vida. Hoje ali é um batalhão, infelizmente. Mas quando eu paro meu carro pra admirar o prédio, parece que vejo crianças entrando na escola. Os pontos turísticos que eu mais admiro seguem na cidade, apesar do avanço das demolições. A ferroviária é um dos pontos mais bonitos e elegantes do Estado de São Paulo. Muito mal aproveitada, mas ela com sua imponência segue altiva. À frente, a praça tão bucólica complementa o cenário cinematográfico. Eu posso ainda citar a praça Francisco Barreto, tão judiada por reformas sem valor agregador, mas ainda bela com a construção da Catedral que é nossa maior obra de arte. Para citar a arquitetura dos anos 70, trago o Grêmio como representação irretocável dessa década. E segue soberano sem grandes mudanças, mantendo a construção original, é um ponto turístico. Para concluir, não há obra de arte mais importante, mais singela, mais concreta que a entrada do Recinto Paulo de Lima Correa. A quem me visita de outra cidade ou país, lá é o começo da nossa história. Lá é impossível não visitar e fotografar. Para uma grande celebração, quem sabe para o ano que vem, eu começaria plantando ipês amarelos em toda cidade. E traria novos restaurantes com comida típica o ano todo, ouso citar como referência, o restaurante da Lia que faz esse ponto turístico com muita sutileza. 

Viva Barretos, ouça o berrante de todos que te amam, cidade que nasci. Barretos é mais que minha cidade. É minha família. Parabéns Barretos.