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Moro, Xandãomoro e Mendonmoro

O Diário - 6 de junho de 2026

Moro, Xandãomoro e Mendonmoro

Danilo Nunes é advogado, professor e pós-doutor em Direito pela FDRP/USP. Membro da ABC.

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O bom dos clássicos é que nunca saem de moda. George Orwell afirmou que "todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros" para refletir sobre o paradoxo de quando o discurso de igualdade é usado apenas para ocultar privilégios.

Os que se intitulam de esquerda, taxaram o ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, de fascista ao usar a prisão como estratégia de promover delações de criminosos de colarinho branco. Os que se dizem defensores de "Deus, pátria, família e liberdade" - desde que só para os meus, nunca para os seus - crucificaram Alexandre de Morais por mandar prender mentores intelectuais de evidente tentativa de saque à democracia, após perderem as eleições. E agora, André Mendonça, o "ministro do momento", terrivelmente tomador de Tubaína com quem o indicou, está diante do seguinte dilema: ou aceita a delação "meia boca" do banqueiro Vorcaro que trafegava pelo esgoto da política nacional ou terá de mantê-lo preso até que decida colaborar mais eficientemente com a Justiça, agindo como os dois anteriores. A beleza do debate público é mesmo a contradição.

Entenderam a bifurcação moral tanto da esquerda frenética como da direita lunática? Sobreviverão a este labirinto ideológico que só retroalimenta a si próprios sem que alguém seja vencido e o outro derrotado?

O desserviço a que chegaram os polarizantes eleitores brasileiros, é um cenário que, além de não favorecer ao país, prejudica sobremaneira à saúde democrática, tornando todos e todas reféns de uma agenda que não avança e grupos políticos que deixariam a Máfia Italiana rubra de vergonha.

Todos meio Moros, mas uns mais Moros que outros, só depende do lado! E, agora, que defenderá o Brasil de si mesmo?(Ch)Oremos!