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Muçulmanos de Barretos participam do mês do Ramadã

Roberto José - 18 de fevereiro de 2026

Os muçulmanos de todo o mundo participam, desde esta quarta-feira (18), do mês do Ramadã, período de 30 dias em que se realiza o jejum da alvorada ao pôr do sol.

Girrad Sammour, vice-presidente da Mesquita Muçulmana de Barretos Foto – Divulgação

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Os muçulmanos de todo o mundo participam, desde esta quarta-feira (18), do mês do Ramadã, período de 30 dias em que se realiza o jejum da alvorada ao pôr do sol. O advogado Girrad Mahmoud Sammour, vice-presidente da Mesquita Muçulmana de Barretos, explicou que o Ramadã é um dos principais períodos do Islã, vivido por milhões de fiéis em todo o mundo.

“Durante este mês, os fiéis praticam o jejum diário da alvorada até o pôr do sol. Nesse período, o muçulmano se abstém de comida, bebida e relações conjugais”, explicou.

Segundo o vice-presidente, os 30 dias do Ramadã, que se estendem até 18 de março, representam um tempo de reflexão, disciplina e fortalecimento espiritual. “O jejum convida o indivíduo a desenvolver autocontrole, paciência e empatia, evitando atitudes negativas, como mentiras, agressões e injustiças. O jejum da língua é o mais importante”, destacou Girrad.

O jejum é interrompido após o pôr do sol com uma refeição compartilhada com familiares, amigos e pessoas em situação de vulnerabilidade. Antes do amanhecer, os fiéis realizam outra refeição, que ajuda a manter as forças ao longo do dia.

“Um dos pilares centrais do Ramadã é a solidariedade, em que a caridade é fortemente incentivada por meio de doações obrigatórias ou gestos voluntários. Ao sentir a fome e a sede, os muçulmanos são convidados a refletir sobre a realidade dos mais pobres e agir para reduzir desigualdades”, finalizou.

Durante o mês, são fortalecidos os laços comunitários, as mesquitas recebem os fiéis para orações especiais à noite e os lares se tornam espaços de acolhimento, partilha e reconciliação. Ao final do Ramadã, acontece a festa do desjejum.