O estilo negativo de fazer política
O Diário - 15 de outubro de 2026
O estilo negativo de fazer política
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A defesa do candidato, o esforço pessoal de participar da campanha eleitoral, o desejo de buscar novos aliados para a candidatura de preferência são posições legítimas, democráticas e cívicas. Contudo, todo tipo de abuso é negativo, prejudicando a cidadania e a dignidade humana.
As depredações de bens públicos, as pichações esdrúxulas e as canções de baixo calão sempre assustam e ferem, independente de ser de direita ou de esquerda. Não tem nada de engraçado, de divertido ou construtivo. Até mesmo para “elogiar” o candidato, expressões ruins são utilizadas como “hino de guerra”. Cantar que “fulano é ladrão, porque roubou meu coração” não vem como motivação, ironia ou criatividade, mas projeta sim como argumento pejorativo. Agredir o adversário com palavrão não ajuda a construir sinais de maturidade política. Soam sempre como agressões levianas, irresponsáveis e inoportunas.
O eleitor tem oportunidade de aprimorar a democracia em cada pleito. O exercício do voto, a presença diante da urna eletrônica, a militância partidária sempre contribuem para o desenvolvimento comunitário. Entretanto, transformar adversários políticos em inimigos de guerra limitam a prática dos valores humanos e a paz fraterna.
A coexistência deve sempre aproximar as pessoas, independente das correntes ideológicas e partidárias. As manifestações precisam ser vistas e praticadas como sinais vivos de participação, de envolvimento e consciência cívica. Mas todos os tipos de violência, ofensa e desrespeito devem ser excluídas da política, do esporte, dos shows, independente da cidade ser de porte pequeno, médio ou grande. Bom é exaltar a cultura da liberdade, de justiça social e da segurança, para que possamos merecer a democracia, como ensina a poetisa Maria Carpi.