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O legado político das urnas baretensses

O Diário - 26 de setembro de 2026

O legado político das urnas baretensses

Cerimônia em Assis em memória de Dom Antônio

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Um diálogo num filme americano revela o sentimento do parlamentar eleito. O político diz ser muito grato a 7 eleitores que asseguraram sua eleição. Como assim, se precisou de 40 mil votos para ser eleito? questionaram o parlamentar. “Eu só consegui os 40 mil votos por causa dos 7 doadores de verbas para minha eleição”, justificou.

A explicação não está longe da realidade nacional. Candidato sem “cobertura” financeira não consegue ser eleito, sendo previamente definidos os “candidatos” com recursos disponíveis para êxito na campanha.

O caso barretense no pleito de 2026 passa por esta experiência partidária. Sem respaldo dos dirigentes dos partidos, poucos candidatos conseguem votos suficientes para conquista de cadeira parlamentar, em Brasília ou São Paulo.

Barretos e região chegaram a eleger representante para a Câmara Federal e o Palácio 9 de Julho. Uebe Rezeck, Valdemar Chubaci, Nadir Kenan, Salim Tomé, Sebastião Monteiro e Luciana Costa sentaram nas cadeiras legislativas. Mas é preciso admitir que os cenários, as conjunturas e as dinâmicas são bem diferentes na atualidade. Até porque s candidaturas atuais visam mais marcam posição do que representativa polícia. Talvez seja preciso “redesenhar” o legado político, as propostas regionais e as prioridades de desenvolvimento econômico e crescimento social para que o resultado das urnas sejam diferentes.

Mesmo sem coerência política, estabelecimento de metas viáveis e inadiáveis, toda eleição é oportunidade para o Barretos opinar, criar maturidade política e consistência democrática, discernindo que o voto livre é o tesouro mais belo da democracia.