O preço da dúvida: entre a hesitação vacinal infantil e a promoção de saúde pediátrica
O Diário - 16 de dezembro de 2025
Luna Mayumi Pereira Kato, estudante do 2º período do curso de Medicina da FACISB, orienta pela profª Thaís Kataoka Homma.
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Em apenas seis anos, o Brasil viu cair drasticamente a adesão à vacinação infantil - um alerta grave para a saúde pública. Levantamentos do Ministério da Saúde revelam que a cobertura vacinal no Brasil caiu 22% entre 2015 e 2021. As vacinas mais afetadas foram de BCG, com 38,8% de adesão, e Hepatite A, com 32,1%. Ambas são aplicadas no primeiro ano de vida da criança e distribuídas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
No município de Barretos, a hesitação vacinal pediátrica - relutância de pais em vacinar os filhos - ficou
evidente no ano 2025. Segundo dados do Ministério da Saúde, a campanha contra gripe, iniciada em Abril deste ano, apresentou em Outubro somente 50,14% de sua população-alvo. Entre os grupos prioritários estão crianças, gestantes e idosos.
Diante desse cenário, o Ministério da Saúde intensificou campanhas de multivacinação por meio do
Programa Nacional de Imunizações (PNI), responsável por promover 30 vacinas gratuitas – 18 delas
destinadas a crianças e adolescentes - disponíveis no calendário nacional de vacinação.
Mas por que a vacinação infantil é tão essencial? O sistema imunológico da criança é imaturo ao nascer e depende do contato controlado com agentes infecciosos para desenvolver proteção. A vacina estimula essa defesa de forma segura, evitando que doenças graves afetem o desenvolvimento infantil.
Portanto, a baixa cobertura vacinal deixa as crianças expostas a doenças já controladas, como a
poliomielite. Em 2021, apenas 30% do público infantil foi vacinado contra essa doença, apesar de estar
incluída na cobertura vacinal do SUS. Em suas formas mais graves, a poliomielite causa paralisia,
crescimento desigual das pernas, dificuldades na fala, entre outras consequências.
Crianças, por serem consideradas inaptas a tomar suas próprias decisões, dependem de seus responsáveis para garantir-lhes saúde. O PNI, ao integrar o SUS, é uma das principais ferramentas de proteção coletiva e combate à desinformação, principal causa da hesitação vacinal pediátrica. Diante de falsa notícias e medos infundados, vacinar é um ato de responsabilidade e amor. Dessa forma, em prol da saúde infantil, siga o protocolo de vacinação pediátrica!




