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O que falta para mudar minha história?

O Diário - 29 de abril de 2026

O que falta para mudar minha história?

Ana Paula Ferreira é pós-graduada em Sociologia da Educação e Cultura em Barretos

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O processo de amadurecimento, contempla pensar em novas formas de viver, mas, quando falamos em dinâmica social, nós queremos mudar sem dor, manter o conforto, manter costumes e não percebemos que ao querer mudar, imediatamente resistimos. Se a preparação não é feita com conhecimento e sabedoria, ela vem com adoecimento. Porque se quer prosperidade, conservando o velho, não há espaço para o novo. Não adianta guardar na memória o caminho da estrada, precisamos caminhar nela, pois não são mais os mesmos passos de quem já passou por ali. Não se anda para frente, olhando pelo retrovisor. Precisa olhar os sinais e o semáforo para uma boa condução. Se ignoramos os avisos pelo percurso, pode se provocar acidentes. É tempo de reconhecer que não somos iguais, existe a diversidade e ninguém é superior a ninguém. Mas, como ir contra tudo que nos foi ensinado a acreditar, justamente ao contrário? Que somos todos iguais, há um padrão de comportamento a seguir (o correto) e o tempo todo, competimos para ganhar, e o que importa é o primeiro lugar? Planejar, refletir sobre o que fala, o que diz, pensar no próximo, no coletivo? Vivemos em uma selva... será? Atualmente, estamos mais especialistas em criar ausências, do que vínculos. Quantos silêncios, omissões e “ deixa quieto”, “não se mete”, “ deixa de ser atrevida”, existem diante de um feminicidio, um abuso, uma violência, uma morte... Chegando a esse ponto, trocaria a pergunta da falta, para “ quais experiências e vivências preciso ter para melhorar a minha história no mundo? ”. No silêncio dos bons, é que moram as injustiças. Na neutralidade, as omissões e na retenção de conhecimentos, o abuso do poder. O desafio é conscientizar a importância do respeito a existência do outro.