Obesidade e Resistência à Insulina: um ciclo vicioso metabólico
O Diário - 18 de agosto de 2026
Julia Recchia Paes, estudante do 2º período do curso de medicina da FACISB, orientada pela profª Larissa Vedovato Vilela de Salis
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O que é obesidade? Obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal que compromete a saúde em diferentes aspectos. O excesso de gordura, principalmente a visceral, é considerada um dos principais motores da resistência insulínica, favorecendo o ganho de gordura, perpetuando a obesidade, como um ciclo vicioso.
A resistência à insulina é uma condição, em que as células do corpo deixam de responder adequadamente a esse hormônio, cuja função é regular o açúcar no sangue. Nesse sentido, quando há excesso de gordura corporal, especialmente a visceral, substâncias inflamatórias são liberadas, interferindo na ação da insulina dificultando a entrada da glicose nas células para ser utilizada como fonte de energia. Como as células não recebem a energia necessária, enviam sinais ao pâncreas, levando a produção aumentada de insulina como forma de compensação, caracterizando a resistência insulínica. Logo, essa produção excessiva do hormônio da insulina favorece o acúmulo de gorduras, além de estimular a fome e dificultar o emagrecimento.
Desse modo, cria-se um ciclo vicioso, uma vez que o acúmulo de gorduras piora a resistência insulínica, e esta, por sua vez, promove o ganho de peso. Ao longo do tempo, esse processo pode evoluir para condições mais graves, como diabetes tipo 2 e síndrome metabólica, além de aumentar significativamente o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e hipertensão.
Em conclusão, esse ciclo não é irreversível. Mudanças no estilo de vida, como práticas de exercício físico, alimentação equilibrada e redução do peso corporal podem melhorar à sensibilidade da ação da insulina e quebrar esse ciclo.