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“Os pecados contra a fé e a unidade da igreja: a dúvida voluntária, a incredulidade a heresia, a apostasia e o cisma”

Diocese de Barretos - 30 de julho de 2026

“Os pecados contra a fé e a unidade da igreja: a dúvida voluntária, a incredulidade a heresia, a apostasia e o cisma”

“Os pecados contra a fé e a unidade da igreja: a dúvida voluntária, a incredulidade a heresia, a apostasia e o cisma”

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Por Pe. Ronaldo José Miguel, Reitor Seminário de Barretos

A unidade da Igreja constitui um dos dons mais preciosos confiados por Cristo aos seus discípulos. Na oração sacerdotal, Jesus suplica ao Pai: "Que todos sejam um" (Jo 17,21). Esta unidade não é apenas um ideal humano, mas uma realidade sobrenatural, edificada sobre a mesma fé, os mesmos sacramentos e a mesma autoridade apostólica. Ao longo da história, porém, essa unidade foi ameaçada por divisões internas, falsas doutrinas e rupturas da comunhão eclesial. Essa unidade é visível por meio de três vínculos fundamentais: a profissão de uma só fé; a celebração comum dos sacramentos; a sucessão apostólica mediante o sacramento da Ordem (CIC 815). A fé é uma virtude teologal infundida por Deus no coração do homem. Por ela, o cristão adere livremente à revelação divina. O Catecismo afirma: "A fé é uma adesão pessoal do homem a Deus" (CIC 150). Entretanto, essa virtude pode ser ferida por diversos pecados. O Catecismo distingue a dúvida involuntária da dúvida voluntária: "A dúvida voluntária sobre a fé negligencia ou recusa considerar como verdadeiro o que Deus revelou e a Igreja propõe para crer" (CIC 2088). Quando cultivada deliberadamente, a dúvida pode conduzir ao abandono da fé. A incredulidade consiste na recusa em aceitar a Revelação divina. Segundo o Catecismo: "A incredulidade é o desprezo da verdade revelada ou a recusa voluntária de lhe dar assentimento" (CIC 2089). Entre os pecados contra a fé, destaca-se a heresia. O Catecismo ensina: "Chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do Batismo, de uma verdade que deve ser crida com fé divina e católica, ou a dúvida pertinaz acerca da mesma" (CIC 2089). A heresia rompe a integridade da fé, pois substitui o ensinamento autêntico da Igreja pela opinião pessoal. A apostasia consiste no abandono completo da fé cristã. Também o Catecismo afirma: "A apostasia é a rejeição total da fé cristã" (CIC 2089). É considerada uma ruptura radical da relação estabelecida com Cristo no Batismo. Entre todos os atentados contra a comunhão eclesial, o cisma possui características próprias. O Catecismo define: "O cisma é a recusa de submissão ao Sumo Pontífice ou de comunhão com os membros da Igreja que lhe estão sujeitos" (CIC 2089). Enquanto a heresia rompe principalmente a unidade da fé, o cisma rompe a unidade da comunhão e da autoridade.Trata-se de uma divisão visível do Corpo de Cristo, na qual uma pessoa ou grupo recusa reconhecer a autoridade legítima do Romano Pontífice ou rompe deliberadamente a comunhão eclesial. O cisma não é apenas um problema disciplinar, mas uma profunda ferida no Corpo Místico de Cristo. O Catecismo reconhece que as divisões históricas tiveram causas diversas: incompreensões doutrinais, conflitos disciplinares, fatores políticos, interesses pessoais e pecados humanos.