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Pastoral leva debate sobre abuso sexual à escola 

Sandra Moreno - 19 de maio de 2026

Pastoral leva debate sobre abuso sexual à escola 

MOVIMENTO: Nivalda é coordenadora da Pastoral da Mulher Marginalizada em Barretos

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A Escola Estadual Silvestre de Lima foi a unidade escolhida neste ano para receber o lançamento da edição 2026 do projeto “Faça Bonito”, desenvolvido pela Pastoral da Mulher Marginalizada de Barretos. A ação reuniu alunos da rede estadual em uma palestra sobre abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.

A Campanha Faça Bonito, também conhecida como Maio Laranja, mobiliza o país no Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que tem data,  o dia 18.  O objetivo é conscientizar a sociedade sobre a importância da prevenção e da proteção de crianças e adolescentes contra diferentes formas de violência.

O projeto em Barretos é realizado há mais de 20 anos pela pastoral e coordenada por Nivalda Duarte Menezes. Após as palestras, os estudantes produzem redações sobre o tema e os melhores textos recebem premiação.

Participativa no projeto quando ainda atuava como delegada de polícia, e hoje integrante da pastoral, Glaúcia Molaz Simões, explicou que o principal objetivo é conscientizar crianças e adolescentes sobre situações de abuso que muitas vezes não são identificadas pelas vítimas. “Muitos adolescentes vivem situações de abuso e não conseguem perceber. Quando explicamos o que caracteriza essa violência, eles passam a entender e até procuram ajuda”, afirmou.

Ela destacou que o trabalho já ajudou na identificação de casos reais. “Já tivemos adolescente que procurou a pastoral depois das palestras e conseguiu denunciar a situação que vivia”, disse.

Nivalda ressaltou que o trabalho desenvolvido nas escolas funciona como forma de prevenção e orientação. “A gente procura alertar crianças e adolescentes para que eles entendam o que está acontecendo e consigam falar”, afirmou.

A ação também contou com a presença da representante nacional da Pastoral da Mulher Marginalizada, Maria Augusta Marques Machado Dib. Ela destacou que iniciativas como a de Barretos ainda são raras no país.

“Esse debate precisa acontecer o ano inteiro dentro das escolas”, disse.