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Pediatra alerta para bronquiolite e reforça vacinação das gestantes

Sandra Moreno - 12 de dezembro de 2025

Pediatra alerta para bronquiolite e reforça vacinação das gestantes

PREVENÇÃO: Marcela que é pediatra no PS Infantil da Santa Casa

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A bronquiolite continua sendo uma das principais causas de atendimentos e internações em bebês, especialmente nos menores de seis meses. A pediatra Dra. Marcela de Castro Assad, coordenadora do Pronto Socorro Infantil e da enfermaria infantil da Santa Casa de Barretos, reforça que as doenças respiratórias são “uma das maiores preocupações, tanto dos pais quanto da equipe médica” e alerta para a rápida progressão dos casos. Ela explica que os primeiros sinais lembram um resfriado comum, mas podem evoluir rapidamente. “Redução no aceite das mamadas, sonolência, boquinha arroxeada e sinais de cansaço para respirar” exigem busca imediata por atendimento.

A médica ressalta um ponto importante: a bronquiolite tem piora entre o terceiro e o quarto dia de sintomas, momento em que muitos bebês podem precisar de internação. Segundo ela, cerca de 30% dos menores de seis meses diagnosticados precisam de suporte hospitalar. O vírus é altamente contagioso, transmitido por gotículas e superfícies contaminadas, o que reforça a necessidade de evitar ambientes fechados, contato com pessoas resfriadas e a exposição ao tabagismo passivo.

Com a chegada da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) na rede pública, destinada às gestantes a partir de 28 semanas, Dra. Marcela reforça sua importância. “A estatística fala em 80% de resposta para bronquiolite. A mãe produz anticorpos e passa esses anticorpos através da placenta para o recém-nascido”, afirma. A vacina passa a integrar a rotina de imunização e estará disponível de forma contínua.

Grávida de 30 semanas, a pediatra também irá se vacinar, reforçando o exemplo. Ela lembra que bebês nascem sem defesas específicas contra o VSR e que a imunização materna é hoje a estratégia mais eficaz para protegê-los nos primeiros meses de vida — período de maior vulnerabilidade. A médica destaca ainda que a informação correta e a busca precoce por atendimento são fundamentais para reduzir complicações e salvar vidas.

VACINA

Para receber a vacina, a gestante, a partir de 28 semanas, deve procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência, munida da carteirinha de gestante, onde constam as informações do pré-natal e das vacinas, além de um documento oficial com foto (RG). A vacina contra o VSR passa a integrar a rotina de vacinação, não havendo prazo final para sua aplicação, permanecendo disponível de forma contínua ao público-alvo.