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Pedro e Paulo: testemunhas que edificaram a Igreja

Diocese de Barretos - 28 de junho de 2026

Pedro e Paulo: testemunhas que edificaram a Igreja

Pedro e Paulo: testemunhas que edificaram a Igreja

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Por Dom Milton Kenan Júnior, Bispo de Barretos

Após ter convivido há um certo tempo com os que tinham sido escolhidos para colaborar com ele na missão que o Pai lhe confiou, estando em Cesaréia de Filipe (cf. Mt 16, 13-19), Jesus pergunta aos discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”(v. 13). A resposta dos discípulos demonstra o quanto as pessoas estavam longe de compreende realmente a sua identidade. Para os que se encontravam com Jesus, o ouviam, presenciavam os seus milagres, Jesus era mais um dos profetas enviados por Deus, para socorrer o seu povo e libertá-los da influência do mal. Os discípulos respondem: ‘Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas” (v. 14). Jesus insatisfeito com a resposta, interroga agora a eles próprios: “E vós, quem dizeis que eu sou? ” (v.15). Há quem diga que Jesus perguntou de propósito a respeito do que diziam a seu respeito, para agora comprovar se aqueles que estavam mais próximos dele tinham uma compreensão mais exata. Pedro tomando a palavra confessa: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”. Ele não confessa Jesus um profeta igual aos muitos que o precederam, mas o Filho de Deus vivo.  Pedro não é o intérprete do grupo dos apóstolos, aqui ele ainda não fala em nome do grupo, mas ele fala a partir de um dom que o Pai lhe concede, que merece de Jesus um elogio e um reconhecimento especial: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu” (v.17). Graças a esta revelação, Jesus reconhece em Pedro aquele que deverá estar à frente do grupo dos apóstolos, e por isso, haverá de tornar-se particularmente seu representante entre todos: “Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja e o poder do inferno nunca poderá vencê-la” (v. 18). O sinal que haverá de distinguir o grupo de Jesus dos outros é justamente a confissão de fé de Pedro. Somente os que unidos a Pedro, confessarem o que Pedro confessou poderão dizer que são a “sua Igreja”. Hoje, ao celebrar a solenidade dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo celebramos o dia do Papa, aquele que preside o colégio dos apóstolos, cuja missão é confirmar os irmãos na fé, e animar a Igreja com o testemunho de amor por Jesus. Como ao Apóstolo Pedro, Jesus confiou as chaves do Reino dos Céus – símbolo da sua autoridade na terra e no céu – assim, hoje ele confia esta mesma autoridade ao Sucessor de Pedro, o Papa. Neste dia ao celebrar o Dia do Papa, rezamos pelo Papa Leão XIV, escolhido por Deus para conduzir a Igreja neste início do terceiro milênio. Para manifestar-lhe nosso afeto e comunhão a Igreja realiza hoje uma coleta chamada “óbolo de S. Pedro” para ajudá-lo a manter a Igreja universal, que tem no Papa o princípio da unidade, e o mestre da verdade. Na benção solene deste dia invocamos os dois apóstolos considerados colunas da Igreja: S. Pedro e S. Paulo: “Que a autoridade de Pedro e a pregação de Paulo vos levem a pátria celeste, onde chegaram gloriosamente um pela cruz e outro pela espada”.