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Polícia Civil prende enfermeira e confirma interdição de clínica de estética

luis.nascimento - 13 de fevereiro de 2026

Polícia Civil prende enfermeira e confirma interdição de clínica de estética (Foto: O Diário de Barretos)

Delegado Gustavo Rodrigo Lopes Coelho coordenou a o trabalho de investigação

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Funcionária mantinha em depósito medicamentos emagrecedores de origem ignorada

A Polícia Civil através da Central de Polícia Judiciária confirmou nesta sexta-feira (13), o fechamento de uma clínica de estética e a prisão de uma enfermeira de 23 anos, em Barretos.

O trabalho de investigação foi coordenado pelo delegado Gustavo Rodrigo Lopes Coelho e apura crimes de furto e depósito irregular de produtos medicinais.

A investigação apurou que uma clínica de estética na região do bairro América, estaria oferecendo aplicações de medicamentos emagrecedores, sem o devido registro ou autorização, e com prescrições não realizadas por médico.

Também levantou a informação que parte destes produtos seriam de crime, pois, foram subtraídos no ano passado de outra clínica, também situada em Barretos.

A enfermeira na época trabalhava na clínica, e teria aproveitado da confiança exercida pelas suas funções e subtraído ampolas de tizerpatida e enzimas emagrecedoras.

Posteriormente, ela começou a trabalhar em outra clínica na região do bairro América e ofertava os produtos e realizava aplicações.

Diante do quadro, o delegado Gustavo representou pela busca e apreensão na clínica, sendo deferida pelo Poder Judiciário.

Na tarde de sexta-feira (13), equipe da CPJ deu cumprimento ao mandado de busca em conjunto com a Vigilância Sanitária, constatando que a investigada, seria enfermeira e que irregularmente prescrevia medicamentos, especialmente canetas emagrecedoras, para pacientes e também fazia aplicações na clínica.

Durante as buscas foram encontrados medicamentos com origem irregular e armazenadas de forma incompatível com as normas sanitárias, o que gerou infrações lavradas pela Vigilância sanitária.

Também foram recuperados produtos que haviam sido subtraídos de outra clínica.

“Esse mandado de busca e apreensão é resultado de uma investigação que apura os crimes de furto e também ter em depósito produtos medicinais com origem ignorada. Inicialmente apurou-se furto, pois, foi realizado o registro onde uma outra clínica percebeu, ausência de alguns produtos no seu estoque. Através das investigações, foi apurado que essa investigada então funcionária da clínica estaria oferecendo a aplicação de produtos análogos aos que foram subtraídos. Diante disso, foi representado pelo mandado de busca e apreensão, e no local, foram encontrados medicamentos que indevidamente estavam acondicionados em locais impróprios. Essa ação contou com apoio da Vigilância Sanitária, para fiscalização da parte administrativa e também foram encontrados diversos documentos, receituários emitidos por ela mesma. Essa investigada é uma enfermeira e consequentemente não poderia fazer esse tipo de prescrição, que é exclusivo para médicos. Também foram apreendidos medicamentos de origem internacionais que foram importados de maneira indevida, o que configurou ter em depósito, produtos medicinais de origem ignorada, razão pela qual ela foi autuada em flagrante e permanecerá a disposição da Justiça”, disse o delegado Gustavo.

Quanto a quantidade de medicamentos apreendidos, o delegado confirmou a apreensão de ampolas de tizerpatida, seringas e enzimas emagrecedoras.

“Foram encontradas quatro ampolas de substância tizerpatida abertas e não estavam cheias na sua totalidade, diversas seringas, inclusive seringas já utilizadas, que demonstra que o local era utilizado com certa frequência para esse tipo de ação e também foram encontradas enzimas emagrecedoras. Uma parte do que foi encontrado foi possível identificar como sendo originário dessa outra clínica onde ocorreu o furto” informou.

RISCO PARA PACIENTES

A enfermeira não tinha formação necessária para aplicar esse tipo de medicação e irregularmente prescrevia medicamentos, ato ilícito que poderia resultar em consequências fatais.

“ Exatamente,  durante ação conjunta com a Vigilância Sanitária, foi constatado que ela não possuía habilitação necessária para esse tipo de aplicação, além, da própria prescrição que é indevida. Ela não soube justificar a conduta dela, alegou desconhecimento das regras necessárias, apesar de ser regularmente escrita no Conselho de Enfermagem, e sobre outros detalhes ela permaneceu em silêncio”, disse o delegado  

FLAGRANTE   

O delegado Gustavo confirmou o flagrante e que em caso de condenação nesse tipo de crime a pena máxima chega a 15 anos de reclusão.

“ Ela está sendo autuada em flagrante, é um crime que não prevê fiança em sede de delegacia. Ela será submetida em audiência de custódia para definição do seu destino. Não tinha passagem na polícia, e em caso de condenação esse crime tem uma pena máxima de até 15 anos de reclusão" concluiu.

Seringas e parte dos medicamentos apreendidos

Medicamentos apreendidos pela equipe da CPJ na clínica