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Presidente relata desafios na gestão nos 64 anos do Hospital de Amor 

Sandra Moreno - 24 de março de 2026

Presidente relata desafios na gestão nos 64 anos do Hospital de Amor 

Presidente relata desafios na gestão nos 64 anos do Hospital de Amor 

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Ao completar 64 anos no dia 24 de março, o Hospital de Amor segue como referência no atendimento oncológico gratuito no país, com mais de 2 milhões de atendimentos por ano e unidades espalhadas em diversas regiões do Brasil.

Em entrevista à rádio O Diário Independente, no projeto Rádio na Rua, o presidente Henrique Prata destacou que o principal desafio da instituição está na sustentabilidade financeira. Segundo ele, o custo mensal gira em torno de R$ 50 milhões, valor que não é coberto pelos repasses do SUS. “O governo sabe que custa 10, mas paga três, paga quatro”, afirmou.

SAÚDE: Henrique em programa pontuou trabalho à frente do HA à Sandra Moreno-Tininho Jr.

Mesmo com o déficit, que ultrapassa R$ 1 milhão por dia, Prata disse que a manutenção do hospital depende de uma combinação de gestão e mobilização social. “Não tem razão para explicar como é que você arruma 50 milhões por mês”, declarou. “A gente funciona fazendo o que é certo e as pessoas ajudam.”

Durante a entrevista, ele relembrou que assumiu a instituição no fim da década de 1980 em meio a uma crise financeira. “Eu entrei para resolver uma situação e fechar o hospital. Tinha salários atrasados, fornecedores sem receber e dívidas acumuladas. Eu entendi que podia salvar mais vidas organizando um sistema que atendesse mais pessoas. Um leigo também pode salvar vidas”, disse.

Filho dos fundadores, os médicos Scylla Duarte Prata e Paulo Prata, Henrique Prata atribuiu a continuidade do hospital ao legado familiar e à formação baseada no acolhimento aos mais necessitados. Segundo ele, o cuidado com doentes já fazia parte da história da família antes mesmo da criação da instituição. 

“O hospital nasceu de uma concepção de servir, de atender todos da mesma forma, independentemente de condição”, afirmou. Ele destacou ainda que a filosofia de atendimento sempre esteve baseada no vínculo com o paciente. “O amor é o principal remédio. É ele que orienta as decisões e o cuidado.”

Outro ponto abordado foi a expansão da instituição ao longo dos anos. Segundo ele, o crescimento ocorreu de forma gradual, a partir da necessidade de ampliar o acesso ao tratamento. “Nada foi planejado em teoria. As coisas foram acontecendo conforme a demanda e a necessidade de atender mais gente”, afirmou.

Atualmente, o Hospital de Amor conta com unidades de tratamento, dezenas de unidades fixas de prevenção e mais de 50 unidades móveis distribuídas pelo país, levando atendimento a milhares de pacientes em diferentes regiões.

Ao final, o presidente fez questão de reconhecer o papel de quem mantém o funcionamento da instituição no dia a dia. Ele agradeceu aos colaboradores, voluntários e apoiadores, destacando que o trabalho coletivo é fundamental para a continuidade do hospital. “Nada disso existiria sem as pessoas. O que sustenta tudo isso é o amor”, concluiu.