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Professora procura a polícia e denuncia estelionato

luis.nascimento - 3 de junho de 2026

Professora procura a polícia e denuncia estelionato (Foto: O Diário de Barretos)

O caso será encaminhado para investigação na Central de Polícia Judiciária

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Uma professora procurou o Plantão Policial em Barretos. Ela contou que, no dia 30 do mês passado, anunciou na internet a venda de um telefone celular da marca Apple, modelo iPhone 15 Pro Max, 256 GB, na cor preta, pelo valor de R$ 4.500,00, e de outro aparelho da mesma marca, modelo iPhone 16 Pro, 128 GB, na cor rosa, pelo valor de R$ 5.000,00.

No mesmo dia, um indivíduo entrou em contato com a vítima, identificando-se como “Orlando”, afirmando ter interesse nos dois aparelhos e pedindo que ela retirasse os anúncios.

No dia 1º deste mês, “Orlando” voltou a entrar em contato, perguntando quando poderia ver os celulares.

Ficou acertado que se encontrariam na residência da vítima na sexta-feira (5), após o almoço.

Entretanto, na terça-feira (2), “Orlando” enviou mensagem à vítima perguntando se poderia buscar os aparelhos, confirmando que ficaria com ambos. Ela questionou qual seria a forma de pagamento, e ele respondeu que seria via Pix.

Ficou combinado que os celulares seriam apresentados no local de trabalho da professora, entre 16h e 18h.

Também foi acertado que a esposa de um funcionário dele buscaria o iPhone 15, no valor de R$ 4.500,00, e que, no dia seguinte, ele próprio buscaria o outro aparelho.

O suposto comprador pediu que a vítima confirmasse quando a esposa do funcionário chegasse ao local.

Por volta das 16h34, uma mulher compareceu ao local, examinou o aparelho e informou que ficaria com ele.

A professora pediu que ela confirmasse a negociação com “Orlando”, e a mulher respondeu que já estava tudo certo, inclusive afirmando que havia realizado um Pix para ele.

Nesse momento, a vítima entrou em contato com “Orlando”, informando que aguardava o Pix referente à compra. Ele respondeu que a mulher estaria pagando apenas uma diferença para ele, sem informar o valor. A vítima esclareceu que somente entregaria o aparelho após a confirmação do Pix em sua conta.

“Orlando” afirmou que já estava realizando a transferência e que enviaria o comprovante.

Porém, algum tempo depois, a vítima ainda não havia recebido o valor.

Ao questioná-lo novamente, ele respondeu que havia efetuado outros pagamentos e excedido o limite bancário, alegando que sua esposa faria o pagamento.

A professora entrou em contato novamente, e ele informou que ela poderia liberar a funcionária, pois mais tarde ele buscaria o outro aparelho.

A vítima respondeu que necessitava do comprovante do Pix para encaminhá-lo ao seu esposo, mas não obteve mais resposta.

A suposta esposa do funcionário passou então a proferir ameaças contra a vítima, afirmando que já havia transferido R$ 2.800,00 para “Orlando” e que estava acionando integrantes do PCC, dizendo que várias pessoas iriam até o local de trabalho da professora.

Diante da situação, temendo por sua segurança e pela segurança de uma aluna que se encontrava no interior de seu veículo, a professora acabou entregando o telefone celular à mulher.

Nesse momento, percebeu que havia sido vítima de um golpe, além de sofrer ameaças.