Rede de apoio fortalece proteção a mulheres, afirma escrivã
Sandra Moreno - 13 de abril de 2026
Rede de apoio fortalece proteção a mulheres, afirma escrivã
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A atuação da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) tem ganhado um reforço importante em Barretos: a participação cada vez mais ativa da própria sociedade na proteção às vítimas de violência. Casos recentes mostram que, além do trabalho policial, uma rede espontânea de apoio vem se formando na cidade, envolvendo testemunhas, comerciantes, profissionais de saúde e cidadãos comuns, que passam a agir diante de situações de risco.
Um exemplo citado pela escrivã da DDM, Taciana Nunes, em entrevista na rádio O Diário Independente, ilustra essa mudança. Uma jovem de 18 anos, que vendia trufas na região central, foi alvo de importunação sexual ao abordar clientes. A situação foi percebida por uma mulher que estava no local, que acolheu a vítima e ajudou a acionar a polícia.
Outras pessoas também contribuíram: um funcionário do estabelecimento acompanhou o suspeito para identificar onde ele estava hospedado, enquanto a testemunha entrou em contato com a equipe da delegacia. O caso resultou no registro da ocorrência e identificação do autor. Segundo Taciana, a situação demonstra que é possível ajudar sem se expor a riscos. “Foi criada uma rede de apoio em torno dessa jovem sem que ninguém precisasse se colocar em perigo. Isso mostra que a sociedade está entendendo seu papel”, afirmou. Além disso, o trabalho da rede institucional — formada pela DDM, CRAM, Conselho da Mulher e Casa da Mulher — tem contribuído para que mais mulheres reconheçam situações de violência e busquem ajuda. “Quando a informação chega, muitas mulheres passam a se reconhecer como vítimas. Isso é fundamental para romper o ciclo da violência”, explicou.
Para Taciana, esse olhar atento de toda a sociedade é essencial. “Cada pessoa pode ser parte dessa rede. Às vezes, uma atitude simples faz toda a diferença para proteger uma vítima”, disse.
A orientação é que mulheres procurem ajuda mesmo que ainda tenham dúvidas ou não queiram registrar ocorrência. “Não é obrigatório fazer boletim. A mulher pode procurar a delegacia apenas para orientação. O importante é romper essa barreira e buscar apoio”, reforçou. A Delegacia de Defesa da Mulher de Barretos atende pelo telefone (17) 3612-2845, que também funciona como WhatsApp para orientações e encaminhamentos.




