Rejuvenescimento Moderno: a arte de parecer bem, sem parecer feito
O Diário - 27 de dezembro de 2025
Dra. Cristina Monteiro de Barros: Dermatologista (CRM-SP 133.245 | RQE 73.917)
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A dermatologia estética vive uma fase particularmente sofisticada. O conceito de "antiidade" deixou de significar transformação e passou a representar algo mais elegante: preservar identidade, melhorar qualidade de pele e conduzir o envelhecimento com inteligência. Hoje, rejuvenescer não é "apagar" o tempo; é devolver leveza, proporção e vitalidade com naturalidade e planejamento.
Essa evolução veio do entendimento mais amplo do envelhecimento. Não se trata apenas de rugas. Com os anos, a pele perde colágeno e elastina, a textura muda, o viço diminui, há alteração de volume e, sobretudo, flacidez, que interfere no contorno facial. Por isso, o tratamento moderno é tridimensional: trabalha musculatura, estrutura, firmeza e superfície cutânea, combinando técnicas para um resultado harmonioso e progressivo.
Entre os procedimentos mais consagrados, a toxina botulínica ocupa lugar de destaque quando o objetivo é suavizar linhas de expressão. Quando bem indicada, entrega um resultado refinado, mantendo a comunicação do rosto. Já os preenchedores evoluíram para uma abordagem estratégica: não é sobre "encher", e sim sobre sustentar, equilibrar proporções e devolver pontos de luz, sempre com a meta de parecer descansado — nunca artificial.
As tecnologias não invasivas também ampliaram o repertório. Recursos que estimulam colágeno e melhoram o "acabamento" da pele — textura, poros, manchas e luminosidade — tornaram-se essenciais em protocolos atuais. Em uma era de alta definição, a qualidade da pele ganhou protagonismo e, muitas vezes, é ela que define o aspecto de juventude.
Nesse cenário, os fios de sustentação, como os fios APTOS, conquistaram espaço como alternativa minimamente invasiva para casos selecionados de flacidez leve a moderada. A proposta é reposicionar tecidos com vetores bem planejados, redefinir contornos e favorecer um suporte mais elegante, sem recorrer à cirurgia. O ponto decisivo é a indicação e a técnica: fios não são "solução universal", mas podem ser uma ferramenta extraordinária quando utilizados com critério e domínio anatômico.
No fim, a maior evolução da dermatologia antiidade é o olhar individualizado. O melhor resultado é aquele que não denuncia o procedimento, apenas revela uma versão mais luminosa, firme e naturalmente bem cuidada de cada pessoa.




