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Reunião debate medidas para melhorar gestão de atestados médicos

luis.martins - 12 de novembro de 2025

Empresários e dirigentes entregaram documento para o secretário Gustavo Miziara (Foto: Divulgação)

Empresários e dirigentes entregaram documento para o secretário Gustavo Miziara (Foto: Divulgação)

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Entidades avaliam soluções equilibradas para setores de indústria e comércio

Representantes das diretorias da Associação Comercial e Industrial de Barretos (ACIB), Sincomercio e Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) reuniram-se com empresários para discutir um tema que tem preocupado o setor: o aumento considerável no número de atestados médicos apresentados nas empresas nos últimos três anos.

Durante o encontro, foi entregue ao secretário municipal de Indústria e Comércio, Gustavo Miziara, carta assinada por empresários com apoio das entidades, solicitando levantamento detalhado da situação e a criação de medidas que ajudem a avaliar e organizar os processos de entrega de atestados médicos com responsabilidade, sem comprometer a produtividades nos setores.

DIÁLOGO

De acordo com as entidades, a proposta não tem caráter punitivo nem questiona os atestados emitidos de forma legítima. A intenção é entender melhor os dados, promover boas práticas de gestão e valorizar o cuidado com a saúde dos colaboradores, sempre dentro das normas legais e éticas.

“Nosso propósito é construir um diálogo responsável entre empregadores e colaboradores, em busca de equilíbrio. Não se trata de duvidar da necessidade do atestado, mas de compreender os números e adotar práticas que reduzam afastamentos evitáveis, garantindo saúde e eficiência no ambiente de trabalho”, afirmou Roberto Arutim, presidente do Sincomercio.

Entre as preocupações apresentadas está o impacto do aumento de afastamentos na operação das empresas. Um dos casos citados mostrou que uma rede de lojas registrou 383 atestados em um único ano, número que acendeu o alerta para a necessidade de acompanhamento mais próximo e políticas preventivas.

 “As empresas enfrentam desafios reais com a elevação do absenteísmo, e o caminho para resolver isso passa pela responsabilidade compartilhada. É preciso apoiar o colaborador, garantir o cumprimento das leis e, ao mesmo tempo, fortalecer as condições para que o comércio e a indústria continuem produtivos”, declarou Gustavo Miziara que, além de secretário municipal, é vice-presidente da ACIB.

APOIO

As entidades do setor manifestaram apoio às propostas adotadas pelo Executivo Municipal na tentativa de reduzir a emissão de atestados na unidades de saúde e  estudam agora a implantação de um sistema interno para ajudar as empresas na organização e cruzamento de informações sobre atestados, respeitando integralmente o sigilo médico e as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

 O objetivo é facilitar a catalogação e análise de dados, contribuindo para diagnósticos mais precisos sobre saúde ocupacional e absenteísmo - faltas ou ausentes recorrentes no trabalho, conforme explicou o presidente da CDL, André Luis Peroni Angelo. “O comércio precisa de informações organizadas para tomar decisões justas. Nosso compromisso é trabalhar dentro da legalidade, protegendo dados sensíveis e, ao mesmo tempo, oferecendo às empresas ferramentas que ajudem a identificar padrões e investir em prevenção”, pontuou.

ASSIDUIDADE

Entre as medidas propostas, também foram apresentadas sugestões de criações nas próprias empresas de programas  de incentivo à assiduidade e de ações voltadas ao bem-estar e prevenção de doenças, reforçando a importância de cuidar da saúde de forma preventiva, sem abrir mão dos direitos trabalhistas.

O empresário Luiz Carlos Silva (Marreta), que participou do encontro, destacou a importância de alinhar a gestão de pessoas com políticas de saúde. “Precisamos entender o atestado como parte de uma política de cuidado, mas também de responsabilidade. A saúde do colaborador e a sustentabilidade do negócio caminham juntas, e é isso que estamos buscando ao propor esse diálogo entre setor público e privado”, afirmou.

As entidades devem formar um grupo técnico para aprofundar o estudo e propor soluções conjuntas, com apoio de profissionais de saúde e especialistas em gestão de pessoas.