Esqueci minha senha
Saiba como proteger os bebês da bronquiolite

O Diário - 16 de maio de 2026

Saiba como proteger os bebês da bronquiolite

Suzana Cristina Loddi, estudante do 9º período do curso de Medicina, orientada pela profª Lorena Costa Oliveira Aparicio

Compartilhar


A bronquiolite é uma infecção respiratória causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), mais grave em crianças menores de 2 anos, principalmente nos primeiros 6 meses de vida.

No Brasil, os casos aumentam durante o outono e o inverno, quando o clima frio e seco favorece a circulação do vírus. A doença pode começar com sintomas leves, semelhantes a um resfriado, mas em alguns casos evolui rapidamente, podendo se tornar grave e exigir atendimento imediato.

Mas calma: a boa notícia é que existem várias formas de proteger nossos bebês!

O SUS oferece vacina para gestantes a partir da 28ª semana, protegendo contra o VSR. Essa vacina ajuda a mãe a produzir anticorpos que passam pela placenta, protegendo o bebê nos primeiros meses de vida e reduzindo o risco de internações.

Além disso, os bebês também podem receber proteção por meio de medicamentos à base de anticorpos monoclonais, como o palivizumabe e o nirsevimabe, que ajudam a prevenir as formas mais graves da doença.

Neste ano, o SUS traz uma novidade importante: o nirsevimabe, que surge como uma alternativa mais prática ao palivizumabe, pois é administrado em dose única. Ele é indicado especialmente para recém-nascidos prematuros (com menos de 37 semanas) e para crianças com maior risco, como aquelas com cardiopatias congênitas, doença pulmonar crônica da prematuridade, imunocomprometimento, fibrose cística, doenças neuromusculares, anomalias das vias aéreas e síndrome de Down. Fique atento aos sinais de alerta.

Procure atendimento médico se o bebê apresentar respiração rápida ou difícil, esforço para respirar (com afundamento das costelas), dificuldade para mamar, sonolência excessiva ou lábios arroxeados.

Com informação e acesso às medidas de prevenção disponíveis no SUS, é possível reduzir casos graves e internações. Prevenir é sempre o melhor cuidado — especialmente nos primeiros meses de vida.