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TDAH: Entender para cuidar

O Diário - 29 de março de 2026

TDAH: Entender para cuidar

Ana Laura Goulart Custodio, estudante do 7º período do curso de medicina da FACISB, orientada pela profª Barbara Sgavioli Massucato

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O Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, conhecido como TDAH, é uma condição do neurodesenvolvimento bastante comum, mas ainda frequentemente subdiagnosticada. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção e/ou hiperatividade/impulsividade  que prejudicam o funcionamento ou no desenvolvimento, tanto em crianças quanto em adultos.

Entre os principais sinais de desatenção estão a dificuldade de prestar atenção aos detalhes e cometer erros por descuido, dificuldade de manter a atenção em tarefas ou atividades, esquecimento dos compromissos diários, entre outros. Já os sintomas de hiperatividade/impulsividade incluem inquietação constante, dificuldade de esperar sua vez em situações, mexer mãos e pernas com frequência e levantar-se quando deveria ficar sentado, entre outros. 

Segundo o manual de diagnósticos estatísticos de transtornos mentais (DSM-5) para o diagnóstico de TDAH são necessários 6 dos 9 sintomas de desatenção ou de hiperatividade/impulsividade, além do início dos sintomas antes dos 12 anos e em mais de dois ambientes, como em casa e na escola.

O TDAH é uma condição crônica e o cuidado desse exige um suporte em várias esferas. Por isso o apoio familiar, social e dos próprios profissionais da saúde são essenciais. Assim, as terapias comportamentais são a primeira linha de tratamento e podem ser aplicadas em casa, na sala de aula e no meio social. Em alguns casos, o tratamento a partir de medicações específicas também é indicado e deve ser prescrita a depender de cada situação e da orientação médica. 

Dessa forma, apesar dos desafios, o TDAH possui tratamento e acompanhamento eficazes. Quando diagnosticado na infância, maiores são as chances de qualidade de vida e o desenvolvimento das pessoas afetadas em suas atividades diárias.