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Telas e TDAH: tem relação?

O Diário - 30 de agosto de 2025

Telas e TDAH: tem relação?

Isabeli Feroldi Andrade, estudante do 1º período do curso de Medicina da Facisb, orientada pelo prof. Robson Aparecido dos Santos Boni

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O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição que afeta foco, controle de impulsos e manejo da agitação. Tal condição interfere no processo de ensino e aprendizagem dos portadores em idade escolar. Com o aumento dos diagnósticos de TDAH, especialmente em crianças e adolescentes, surge a pergunta: o uso de telas contribui para o agravamento desses sintomas? Estudos indicam que o uso excessivo de dispositivos digitais pode intensificar características como desatenção, impulsividade e hiperatividade, devido ao estímulo constante e rápido oferecido por conteúdos como jogos e redes sociais. Embora o uso de telas não cause TDAH, pode agravar sintomas já existentes ou gerar a impressão de que a pessoa possui o transtorno. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda limites claros para evitar impactos negativos. Para crianças de até 2 anos, o uso de telas deve ser evitado; entre 2 e 5 anos, limitado a 1 hora por dia, sempre com supervisão. De 6 a 10 anos, o limite é de até 2 horas diárias, enquanto adolescentes entre 11 e 18 anos podem utilizar telas por até 3 horas, priorizando horários fora do período de sono e atividades escolares. Alcançar um equilíbrio é essencial. Atividades como leitura, brincadeiras ao ar livre e interações familiares ajudam a desenvolver atenção, autocontrole e habilidades sociais. Usar telas de forma moderada e consciente contribui para um desenvolvimento saudável e protege a saúde mental e emocional de crianças e adolescentes.