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Usuário reclama de falta de opção e cobrança integral na Zona Azul

Sandra Moreno - 13 de novembro de 2025

Usuário reclama de falta de opção e cobrança integral na Zona Azul

TRÂNSITO: Higino é usuário do serviço de estacionamento rotativo

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Aposentado afirma que aplicativo não permite reembolso do tempo não utilizado

O aposentado Higino Luiz Ferreira Filho, morador de Barretos, procurou a reportagem para reclamar do funcionamento da Zona Azul, sistema de estacionamento rotativo administrado por empresa concessionária na cidade. Ele alega que o aplicativo utilizado para pagamento não permite reembolso do tempo não utilizado, o que, segundo ele, deixa o consumidor sem alternativa justa.

“Se eu pago uma hora e uso só 15 minutos, o aplicativo não para ou devolve a diferença. Eles dizem que posso mudar o carro de vaga, mas o fiscal pode multar, porque o sistema não reconhece o novo local. A gente fica refém disso”, relatou Higino.

Para comprovar a situação, o aposentado contou que realizou um teste no próprio aplicativo. Ele explicou que, após pagar por duas horas e utilizar menos tempo, lançou uma nova cobrança de 15 minutos para o mesmo veículo e na mesma vaga, e mesmo assim o sistema considerou um novo pagamento integral.

“Paguei por duas horas, usei menos, e depois coloquei mais 15 minutos só para ver se o crédito anterior seria reconhecido. O sistema cobrou tudo de novo. Ou seja, mesmo ficando no mesmo lugar, o aplicativo não aproveita o tempo que você já tinha pago”, explicou. Segundo Higino, o problema é de conhecimento comum entre comerciantes e frequentadores do centro. “Todo mundo fala a mesma coisa. Quem usa a Zona Azul perde o valor se sair antes do tempo. Não é justo pagar por um serviço que não utilizamos por completo. Falta transparência e opção”, afirmou.

O aposentado procurou a empresa responsável pelo estacionamento rotativo, que informou que o procedimento segue o contrato vigente. No entanto, ele afirma ter recebido no aplicativo uma cópia do documento e lido atentamente. “Nenhuma linha fala sobre devolução de valores ou reembolso. Não existe nada sobre isso”, disse. Inconformado, ele levou o caso ao Procon e também à Ouvidoria Municipal, mas não obteve solução. “Disseram que é assim mesmo, que não há o que fazer. A gente paga, mas não tem direito de contestar. Parece que o consumidor não tem escolha”, lamentou.

RETORNO

Em nota, a Serttel Soluções Mobilidade e Segurança Urbana, empresa responsável pela operação da Zona Azul em Barretos, informou que o sistema permite o fracionamento de tempo, com ativação mínima de 30 minutos e máxima de três horas por operação. Segundo a empresa, o modelo busca oferecer “maior flexibilidade e conveniência aos usuários”, estando de acordo com as diretrizes contratuais firmadas com o município. A Serttel reforçou que permanece à disposição para esclarecimentos adicionais.