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Vende-se Festa do Peão de Barretos 

O Diário - 9 de julho de 2026

Vende-se Festa do Peão de Barretos 

Marcelo Murta

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Os especialistas em branding afirmam que uma marca forte deixa de identificar um produto e passa a representar um estilo de vida. Quando um turista coloca a camiseta oficial da Festa, está comunicando um pertencimento ao universo sertanejo. Essa associação espontânea é um dos ativos mais valiosos de uma marca. Barretos não vende somente ingressos, vende a sensação de pertencer à maior celebração da cultura sertaneja do Brasil. Barretos não vende somente entretenimento, vende emoção, vende lembranças. O ativo de maior valor é a experiência que permanece na memória afetiva. “Na Disney do Rodeio tudo é planejado para encantar o turista”, diz o presidente Jerominho. Clientes satisfeitos voltam e trazem amigos. Eles não divulgam apenas o evento, eles contam histórias. Criam expectativa. Mostram os monumentos e amanhecer no camping. Divulgam os looks. No Instagram isso se chama storytelling. É por isso que milhares de pessoas dizem: "Este ano eu vou para o Barretão”. Cadê o produto? A marca virou símbolo de uma geração. Elemento que dialoga com as expectativas dos que procuram por experiências inusitadas. Não se fala de gestão, falam o público sente. Para o marketing moderno, esse o maior indicador de uma marca consolidada. No digital dizem que existem eventos "instagramáveis”. Mas Barretos vai além. É um evento compartilhável. O visitante publica fotografa e filma tudo que chama sua atenção. Ele se torna garoto (a) propaganda da Festa. No marketing isso possui um nome de valor imensurável: conteúdo gerado pelo usuário (User Generated Content). Talvez esta seja a maior lição. Viver Barretos é na verdade o produto. Abraços Cavalares.