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Vereador é afastado do Conselho de Ética da Câmara após denúncia

luis.martins - 24 de fevereiro de 2026

Vereador Jhonatas Lazzarotto é filiado ao PSD e 1º secretário da mesa da Câmara (Foto: Comunicação Câmara)

Vereador Jhonatas Lazzarotto é filiado ao PSD e 1º secretário da mesa da Câmara (Foto: Comunicação Câmara)

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Jonathas Lazzarotto diz que análise institucional demonstrará inconsistência da denúncia

O presidente da Câmara barretense, Luis Paulo Vieira, encaminhou ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar a representação feita por uma munícipe por “quebra de decoro parlamentar e violência política” contra o vereador Jonathas Lazzarotto.  Como o próprio denunciado integra o conselho, o presidente do Legislativo determinou seu afastamento temporário do órgão, por “ser o referido parlamentar alvo da denúncia ora encaminhada, a fim de resguardar a imparcialidade e a regularidade dos trabalhos”.

DENÚNCIA

Segundo a denúncia da cidadã Rosana Fazio, o vereador do PSD teria utilizado sua “plataforma digital para desferir ataques coordenados contra a representante, fundamentados em premissas falsas e métodos abusivos”.  Ela alegou ainda que teria sido vítima de calúnia, uso de Inteligência Artificial (IA) para Violência Estética e também apontou “humilhação à classe trabalhadora” em outra postagem feita pelo vereador. Também requereu o “imediato afastamento” do Conselho de Ética da Câmara, do qual Lazzarotto é integrante, bem como seu impedimento em “qualquer deliberação deste órgão enquanto durar a investigação, conforme os princípios básicos da imparcialidade administrativa”.

Ainda conforme a denúncia, a conduta do vereador se enquadraria em crime previsto na lei 14.192/2021 (violência política contra a mulher) bem como infringiria o decoro parlamentar exigido para o cargo.

OUTRO LADO

Procurado pela reportagem de O Diário, o vereador Jonathas Lazzarotto se manifestou sobre o caso. A seguir a íntegra da manifestação enviada à imprensa: 


“Recebo com serenidade a representação apresentada ao Conselho de Ética. É direito de qualquer cidadão protocolar denúncia quando se sentir ofendido, e isso deve ser respeitado. No entanto, esse instrumento precisa ser utilizado com responsabilidade, e não como ferramenta de disputa política.

A denúncia se baseia em um vídeo publicado no dia 12 de fevereiro, no qual respondo a um comentário feito em minha página questionando por que eu não iria “carpinar” em vez de exercer meu mandato. O comentário era de um perfil denominado @vozdaverdadebr, sem qualquer identificação com a denunciante.

Nos stories, publiquei apenas o print desse comentário, acompanhado de uma imagem genérica de uma mulher, sem nome, sem marcação e sem qualquer referência à pessoa que apresentou a representação. Em nenhum momento há citação do nome da denunciante, menção direta ou qualquer prova técnica que comprove a alegação de atribuição de autoria.

Basta assistir ao vídeo completo para verificar que não há calúnia, não há exposição pessoal e não há discriminação. Quando afirmo que sou pago para ser vereador e não para capinar, o contexto deixa claro que me referia à divisão de funções — cada pessoa exerce a atividade para a qual é remunerada. Nunca houve desrespeito à classe trabalhadora, que sempre valorizei.

Quanto ao meu afastamento do Conselho de Ética, trata-se de medida técnica e preventiva, para garantir absoluta imparcialidade na apuração.

Tenho tranquilidade quanto aos fatos e confiança de que a análise institucional demonstrará a inconsistência da denúncia”.