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Viajando pelo tempo passado

O Diário - 28 de junho de 2026

Viajando pelo tempo passado

EVARISTO ANANIA DE PAULA. Advogado. Promotor de Justiça Aposentado

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Ao ler matéria jornalística acerca do movimento comunitário para se dotar nossa Catedral de um órgão de tubos, o que entendo meritório, não pude impedir que minha memória voltasse ao tempo para recordar algumas de minhas ligações com a nossa Matriz do Divino Espírito Santo.

De primeiro lembrei-me que minha avó materna Ambrosina Florenzano Anania e minha Tia Rosa Anania (prematuramente falecida) por cerca de 30 anos eram as primeiras a chegar diariamente à missa das seis horas, às vezes concorrendo com o querido sacristão Senhor Tiburcio na abertura da igreja e toque dos sinos anunciando o início da celebração.

A segunda lembrança foi com a D. Geralda, secretaria da igreja e chefe dos coroinhas, de se ressaltar sua caligrafia irrepreensível e o fato de que, certa feita, fomos acompanhar o clero e o Bispo Dom José Varani, em viagem de trem até Colômbia numa festividade e procissão lá realizada.

Não sei porque, não avisei em casa e quando retornamos, ao final da tarde, a confusão estava feita, recordo-me ter levado umas palmadas de meu pai pela irresponsabilidade – mas ficou a “revolta”, apanhei por estar na igreja rsrsrsrsrsrsrsrsrs.

Outro fato marcante foi a época da Ação Católica, logo no inicio da tão decantada Revolução de 64, e nossa vinculação com o querido e inesquecível Padre Gabriel, nosso orientador espiritual. Durante cerca de quatro anos, reuníamos às quintas feiras no sótão da Matriz; éramos um grupo de cerca de 10/15 estudantes do segundo grau, discutíamos os assuntos pertinentes à JEC (Juventude Estudantil Católica), recebíamos orientações de professoras que lecionavam no Colégio Vocacional e encerrávamos geralmente com uma missa intimista do nosso P. Gabriel. Tem muito mais, o espaço é curto.