Vigilância monitora síndromes respiratórias em Barretos
Sandra Moreno - 20 de janeiro de 2026
Vigilância monitora síndromes respiratórias em Barretos
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O município de Barretos registrou, ao longo de 2025, um total de 260 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre residentes, conforme dados do SIVEP-Gripe, sistema oficial do Ministério da Saúde que monitora casos hospitalizados e óbitos por doenças respiratórias no país.
Do total de registros no ano passado, 68 casos foram confirmados de influenza e 51 de vírus sincicial respiratório (VSR), infecção que acomete principalmente crianças. As internações ocorreram de forma equilibrada entre os sexos, com 130 mulheres e 130 homens.
Em relação aos óbitos, sete mortes foram atribuídas à influenza em 2025. Já a Covid-19 causou seis óbitos, além de outros 13 registros relacionados à doença. O levantamento aponta ainda que 120 pacientes apresentavam comorbidades, fator que agrava a evolução das síndromes respiratórias.
A análise por idade mostra que as crianças foram as mais acometidas pelas doenças respiratórias em 2025. A faixa etária menor de 1 ano concentrou 54 casos, enquanto o grupo de 1 a 10 anos somou 90 registros. Entre 11 e 20 anos, foram contabilizados 10 casos, e na faixa de 21 a 59 anos, 24 registros. Já entre pessoas com 60 anos ou mais, houve 82 casos notificados.
2026
Nas primeiras duas semanas de 2026, Barretos já contabiliza cinco internações por síndromes respiratórias, sendo quatro pacientes do sexo masculino e um do sexo feminino. Até o momento, não há casos confirmados de influenza neste ano. Três dos pacientes apresentam comorbidades.
Entre os diagnósticos iniciais de 2026, foram registrados dois casos de Covid-19, um de doença respiratória não especificada e dois casos ainda aguardando resultado laboratorial. As idades variam entre 1 e 10 anos (dois casos), 21 a 59 anos (dois casos) e 60 anos ou mais (um caso).
De acordo com o coordenador da Vigilância Epidemiológica de Barretos, Rodrigo Barros, a comparação com anos anteriores mostra que, do final de 2025 ao início de 2026, não houve aumento no número de casos de síndromes respiratórias no município. Ele destacou, porém, que a Secretaria Municipal de Saúde mantém o monitoramento permanente da situação, com os dados sendo lançados continuamente no sistema da vigilância federal, o que permite acompanhar a evolução dos registros e agir rapidamente caso haja alteração no cenário epidemiológico.




