Voto útil exige sempre consciência
O Diário - 1 de outubro de 2026
Voto útil exige sempre consciência
Compartilhar
O voto útil só existe quando atende a consciência do eleitor. Os “gurus” políticos criaram um adjetivo, com objetivo de levar o cidadão a não escolher seu representante, mas um menos ruim. O modelo pode ser utilizado com certo critério nas eleições majoritárias, especialmente para presidência e governo estadual. Mas no caso das eleições proporcionais, a expressão perde sentido porque nem sempre o “mais votado” consegue cadeira, dependendo sempre da votação obtida pela legenda ou coligação.
O voto útil para deputado federal e deputado estadual só existe se efetivamente a escolha é feita com liberdade, com critério e independência. Um voto contra é sempre inútil. Não é voto útil escolher um “postulante” porque vai ser eleito e não adianta apoiar quem vai perder. Nunca é o caso. Cada eleitor tem apenas seu voto para expressar. Tem o mesmo peso do voto do pobre e do rico, do mestre e do aprendiz, do formado e do analfabeto, do idoso e do moço.
O voto será sempre útil como o melhor instrumento para autoavaliação política, cultura democrática e equilíbrio interior. Além de votar em seu representante, o candidato sustenta sua identidade ideológica, partidária e ética.
O critério para escolha do executivo envolve diferentes cenários, incluindo o contexto municipal, estadual e nacional. A escolha do candidato ao parlamento exige rever a história, considerar o presente e projetar o desejo futuro. O legislativo nunca vai ser melhor com a postura do eleitor de omissão, indiferença ou tanto faz.